As lendas

AVISO AOS LEITORES!

Caso você seja um dos poucos que entrou aqui e voltou, nos últimos meses, percebeu que não houve mais atualizações. Parei no capítulo nove.
Para vocês tenho uma boa e uma má notícia.
Começando pela má. Não teremos novos capítulos por um tempo. Quando iniciei o projeto, minha ideia era escreve uma saga com doze capítulos, que devia acabar em dezembro de 2015. Porém devido a inúmeros contratempos, isso não foi possível. E esses contratempos continuam impedindo que eu continue agora.

A boa notícia é que isso ainda não acabou. E você vai ler o fim da história, mais cedo ou mais tarde (provavelmente mais tarde). Um dos motivos que me faz parar de escrever agora, é que os rumos dessa historia não podiam ser desenvolvidos em apenas mais quatro capítulos. A base que criei pedia um desenvolvimento maior. Muitas pontas ficariam soltas, muito potencial seria desperdiçado. E se você gostou do que leu até agora a boa noticia é que vem muito mais por aí. Resolvi que vou escrever quantos capítulos forem necessários para contar a história como ela merece. Talvez eu atualize com novos capítulos, talvez eu lance todos de uma vez. Quem sabe. O fato é que ainda não acabou.

PS.: Como vocês devem ter percebido, todas as encarnações do morcego até hoje serviram de inspiração para mim. Seja quadrinhos, filmes, animações, tudo isso me deu a base que eu precisava para criar uma história original, mas calcada na mitologia do herói da DC. Porém o lançamento do novo filme não afetara os rumos dessas Lendas de Gotham, pois as linhas gerais já estão decidas, só faltando o seu desenvolvimento.

Lembro como se fosse hoje a primeira vez que tive contado com uma HQ do Batman. Nela o herói enfrentava um oponente com uma máscara vermelha de caveira e que parecia ter força sobrenatural. No fim Batman descobre que havia uma explicação científica para a força sobre-humana do mascarado. Tinha realismo, mesmo que ele usasse roupa de morcego. Não tinha super poderes, além de uma incrível força de vontade e uma conta bancária astronômica. Foi aí que o personagem me pegou. Ele é um detetive. Ele investiga, duvida, planeja e tem sempre o sentimento de algo não é só o que aparenta ser. Ele é inventor. É mestre em várias artes marciais. Enfim um personagem fascinante.  Me identifiquei! Sendo assim o morcego virou meu personagem preferido entre todos. Mesmo que eu tenha devorado HQs de centenas de personagens em mais de 25 anos, o Batman ainda é meu preferido.

Três anos atrás tive a ideia de um projeto. Seria escrever uma HQ de Batman contando o que aconteceu nos dias que não são mostrados em Ano Um de Miller/Mazzuchelli. Bolei o argumento, diálogos, cenas e enquadramentos. Mas a coisa não andava. Eu estava restrito ao que não foi mostrado na HQ e iria só preencher lacunas. Não vingou.

Mas foi o embrião de outro projeto. Inspirado na série de livros em prosa Contos de Batman, imaginei histórias de detetive com o maior dos detetives (ao lado de um certo Sr. Holmes). A pegada seria mais adulta, mas focada em mistério e suspense. O realismo daria o tom. Algo lembrando as séries de policiais que passam na tv norte-americana. Todos os personagens seriam versões adaptadas de suas contrapartes dos HQs. Algo como o Nolan fez em sua trilogia. A ciência seria o fiel da abalança, mas com algumas liberdades poéticas. Seria tudo original. Iria me inspirar em antigas e novas histórias para manter uma coerência e um certo nível de identificação com o universo do personagem, mas muita coisa seria diferente. Enfim, agora eu parecia ter em mente um projeto mais interessante e fui a luta.

Primeiro pensei no formato, uma série mensal de contos. Eles não seriam muito longos, mas grandes o suficiente para conter uma narrativa com várias reviravoltas. Não queria simplesmente jogar ação para o leitor. Ele precisava saber de onde vinha cada parte da informação. Ao mesmo tempo a leitura deveria fluir. Por isso mesmo o texto passou por inúmeras versões. Desde que coloquei no blog já foram 27 revisões, fora as que ocorreram antes, no meu editor de texto. Mas eu precisava criar uma grande estrutura. Durante as doze edições veríamos 3 arcos de histórias com 4 contos cada arco. Todos os arcos contariam uma grande saga, e dentro dos arcos sempre teríamos 3 plots que seriam constantemente substituídos por novos para ir acrescentando peso, personagens e fatos à narrativa. Para elaborar a estrutura utilizei o Paradigma de Leivitz como base, e segui firme com essa estrutura.

Assim fui escrevendo, tendo ideias, mudando de ideia, apagando, escrevendo de novo. Foram três anos em que muita coisa aconteceu. Mas agora vejo que é a hora desse projeto ver a luz do dia, ou melhor, a escuridão da noite.

Ricardo Reis
Autor

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