Capítulo 5 – Lucious Fox

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No subterrâneo de Gotham uma perseguição está em curso. Batman segue de perto o homem que assassinou uma pessoa no metro, porém não consegue alcançá-lo. Ele é rápido e muito ágil. Tem um corpo atlético e deve ser leve apesar de sua altura, pensa Batman. De repente o bandido dobra à direita em um túnel secundário que dá acesso aos túneis de manutenção. Por um momento Batman o perde de vista, pois o túnel secundário não é iluminado como o principal por onde passam os trens. Batman então vê um pequeno ponto de luz se movendo a sua frente, também acende uma lanterna e prossegue, tentando ser mais rápido. Quando ele voltou para Gotham, antes de realmente se tornar o Batman, analisou todos os túneis da cidade e vasculhou pessoalmente tudo o que pode. Ele precisava conhecer cada possível rota de fuga, para ficar sempre em vantagem contra seus futuros inimigos. O metrô de Gotham é relativamente novo e passa paralelo com o original, que foi construído por seu trisavô Alan. Os túneis antigos hoje servem em parte como túneis de manutenção e a outra parte foi lacrada, ficando inacessíveis. Pelo menos era nisso em que Batman acreditava. Quando o ponto de luz que ele perseguia some dentro de uma parede, Batman diminui sua corrida e se aproxima com cautela do local. Ali encontra uma velha porta de metal, bem pesada, que deveria estar trancada para sempre, porém não é assim que ela se encontra agora. O fugitivo entrou ali, em uma area desconhecida. Batman apaga sua lanterna e entra com cuidado pela porta. Se o bandido já sabia da porta e a deixou previamente aberta, então significa que Batman esta entrando em uma armadilha, mas mesmo assim isso não o impede de prosseguir.

Ao entrar tem apenas uma fração de segundos para usar sua capa à prova de fogo, que o protege de uma explosão. Assim que o clarão some e a fumaça fica menos densa Batman acende novamente sua lanterna e percebe que a porta por onde entrou está bloqueada por destroços do túnel. Agora Batman tem certeza de que era uma armadilha e espera o próximo ataque de seu oponente. Porém nada acontece.

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Oswald Cobblepot desce de seu luxuoso carro e se dirige para o edifício que serve de sede para a administração de seus negócios. Enquanto passa pelo saguão relembra os acontecimentos dos últimos meses. Procurado pelo empresário do ramo da construção civil P. Aigner, um homem de reputação ilibada e negócios em todo o mundo, Cobblepot recebeu uma proposta que o surpreendeu. Ele estaria intermediando os interesses de um investidor misterioso, que logo revelou-se como um terrorista sem nome ou rosto. Aigner não teve receio de fazer uma proposta que envolvia negócios ilícitos, mas Cobblepot tomou todas as medidas para descobrir se isso não era alguma artimanha para incriminá-lo. Depois de certificar-se da legitimidade da proposta, aceitou-a e fez sua parte. Reunir pessoas de sua cidade, que poderiam realizar o plano do terrorista. O desenrolar do ataque traria oportunidade de negócios legítimos e todos levariam vantagem. Apesar de parecer um plano perfeito, havia um empecilho e Cobblepot fez questão de deixar bem claro que sem a exclusão desse problema o plano não seria viável. O empecilho era Batman. Cobblepot não estava pensando em seus sócios, ele queria retirar Batman do jogo para poder manter seus negócios ilícitos longe de problemas e assim usou os recursos do terrorista para conseguir esse objetivo. No momento dois mercenários e mais o Pistoleiro estavam colocando em prática o plano que deveria retirar Batman do seu caminho.

Apesar de Crane não ter se juntado ao grupo, Pamela Isley estava com ele e assim tinha certeza de que poderia por em prática o plano inicial, retirar Batman da jogada e posteriormente trair os homens que o procuraram com a proposta. Cobblepot parecia estar seguindo o plano de Aigner, mas na verdade estava usando todos os envolvidos para que realizassem seu próprio projeto. Enquanto subia pelo elevador até o último andar de seu hotel, Cobblepot pensava, com um meio sorriso estampado em seu rosto.

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Batman se encontra em uma espécie de câmara, um grande salão com o teto alto e colunas góticas. Essa área dos túneis é desconhecida para ele. O pouco que viu desse lugar foi nos croquis de seu antepassado que estão guardados na biblioteca da mansão Wayne. Isso lhe deixa em desvantagem, visto que seu oponente parece ter tudo planejado desde o começo. Batman não percebe sinal de vida, mas sabe que a qualquer momento pode ser atacado. Ele caminha pela câmara e chega a borda de uma plataforma. Ali há um túnel que está parcialmente inundado, com a água que penetrou por entre as pedras e se acumulou no piso. A água está a poucos centímetros de Batman e de repente de dentro dela surge um ataque. O homem que Batman perseguia o agride com duas facas longas. Seu golpe foi muito rápido, porém Batman conseguiu bloqueá-lo usando as manoplas que protegem seus antebraços. Agora os dois lutam ferozmente. Batman tem que usar toda sua habilidade para desviar dos golpes. Seu traje tem partes reforçadas com kevlar, como o peito, abdômen, costas, antebraços e coxas, além das botas e das luvas, porém na lateral das costelas e nas juntas há alguns pontos vulneráveis, pois sem eles a mobilidade ficaria comprometida. Um golpe direto com uma lâmina tão afiada em um dos pontos vulneráveis poderia perfurar seu traje e lhe ferir gravemente. Batman sabe disso e procura acertar seu adversário de forma decisiva, para não prolongar a luta, porém não tem sorte ao tentar atingi-lo, ele desvia de todos os seus golpes.

-Quem é você? O que pretende? Diz Batman, mas para desconcentrar o inimigo do que para obter respostas.

A luta prossegue sem respostas. Batman então defende um golpe lateral e isso lhe da possibilidade de contra-atacar com um forte chute que atinge o abdômen do oponente, jogando-o a um metro de distância e fazendo com que batesse de costas em um antigo pilar de tijolos. Visivelmente abalado pelo golpe ele agora sorri, Batman consegui a atenção dele.

-Me chamam de Estripador, e o motivo é bem óbvio… ao falar salta novamente sobre Batman e continuam trocando golpes que são defendidos por ambos.

-Gosto de ver o sangue jorrando das minhas vítimas, de ver e de sentir o cheiro do sangue, por isso uso facas, é um modo bem íntimo de matar.

Nesse momento Batman lembra do homem morto na plataforma do metrô e se enche de fúria. Parte para cima do Estripador e o acerta com um golpe firme, que lhe faz sangrar pelo nariz.

-Você gosta de sangue? Que tal provar um pouco do seu próprio? Ao falar isso aplica um golpe que desarma uma das mãos do Estripador e em seguida mais um soco em cheio no rosto. Agora que a derrota se aproxima o Estripador não parece tão confiante.

-Não se preocupe com o meu sangue Batman, e sim com o seu.

O Estripador retira uma pequena adaga de sua bota e a arremessa atingindo o braço de Batman, que usa sua capa para defender-se das outras duas adagas arremessadas em seguida. Mesmo ferido Batman reage, com força e raiva golpeia o Estripador com chutes o empurrando contra a parede. Batman agora imobiliza pressionando seu antebraço contra a traquéia do Estripador.

-Porque me trazer até aqui embaixo? Isso tem a ver com o sequestro de Lucious Fox? Responda maldito!

O Estripador parece genuinamente surpreso e não responde, pois não sabe nada sobre o sequestro, apenas continua usando as duas mãos para se soltar.

-Onde está Lucious? Fale enquanto ainda pode desgraçado.

-Eu não sei do que você está falando. Viemos aqui para te eliminar Batman.

-Viemos? E você acha mesmo que quem elaborou esse plano para me trazer até aqui vai lhe fornecer alguma ajuda? Você está sozinho aqui comigo.

O Estripador tenta se desvencilhar, mas Batman atinge-o várias vezes no rosto até que ele desmaia.

-Caverna, responda. Caverna! Silêncio no comunicador.

Batman amarra o Estripador em uma coluna, estanca o sangramento com um potente pó hemostático e sai andando pela velha câmara em busca de uma saída.

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-Seja bem-vindo doutor Arkham. Sinto muito fazê-lo deixar seus afazeres no asilo para vir até aqui. Mas meu chefe de segurança insistiu que eu não deveria ir novamente ao asilo, depois do que aconteceu com Lucious.

Bruce Wayne recebe com um sorriso simpático seu visitante. Na verdade o encontro é uma reunião para tratar dos novos investimentos da Fundação Wayne que beneficiará o Asilo Arkham.

-Obrigado senhor Wayne. Eu entendo perfeitamente, um homem da sua posição na sociedade de Gotham não pode se dar ao luxo de arriscar o pescoço em uma visita a um velho doutor.

Wayne sente que cada frase que Jonathan Arkham profere vem com uma fina camada de ironia, mas não pode deixar sua percepção transparecer. O personagem Bruce Wayne tem que parecer despreocupado e até inocente o suficiente para enganar à todos.

-Eu realmente acho tudo isso um exagero, mas enfim…por favor sente-se.

A conversa prossegue com Bruce Wayne explicando que conversou com a doutora Tompkins e que ela concordou em ceder mais recursos para o asilo.

-Ela infelizmente não pode estar aqui hoje, pois é muito ocupada, então eu mesmo resolvi lhe dar a notícia pois…

-Não tinha nada para fazer. A resposta de Arkham é dura e seca como uma pedra. Wayne teve que pensar dois segundos para dar uma resposta adequada, mas não agressiva.

-Na verdade estou ocupado com algo que envolve o asilo. Diz fingindo não ter ouvido a alfinetada de Arkham.

-Conversei com um homem que tem algumas idéias bem inovadoras sobre o tratamento de doentes mentais e a doutora Tompkins concordou comigo que ele seria de grande ajuda trabalhando no asilo. Ao ouvir isso Arkham deixa transparecer em sua linguagem corporal o quanto ficou incomodado com a sugestão. Wayne percebe isso e prossegue.

-A doutora Tompkins analisou o índice de recuperação dos pacientes e insiste que alguma melhoria deve ser feita, além é claro de novos investimentos financeiros. Por isso ela foi enfática em recomendar a contratação do doutor Hugo Strange pelo asilo.

-O que? Agora Arkham foi explícito em seu descontentamento.

-Esse homem é um hipnólogo, uma vergonha para a classe acadêmica, uma fraude…

-Por favor calma doutor. Pelo que me consta Hugo Strange é bem respeitado no meio científico, apesar de ser um tanto quanto extravagante e de adotar métodos pouco ortodoxos. Mas não há nada que indique que ele seja uma fraude. O senhor pode não confiar no meu julgamento, mas a doutora Leslie Tompkins o conhece e confia nele. Creio que não pairam dúvidas sobre o julgamento da doutora, não é? Wayne capricha na entonação irônica na sua última frase.

-Senhor Wayne me perdoe pelo minha reação, mas eu esperava receber uma ajuda para melhorar o asilo e não uma proposta de acolher um profissional que, digamos, não tem o perfil que imagino para os profissionais que quero trabalhando comigo.

-Não precisa se desculpar, mas entenda que a fundação é o maior investidor do asilo e creio que um pedido da presidência deva ser levado em consideração. Afinal a direção do asilo é só sua, há anos, e ninguém pretende que isso mude. São somente pequenos ajustes que julgamos ser necessário para uma melhora no tratamento aos pacientes. Wayne observa que Arkham continua insatisfeito com seus argumentos. Melhor encerrar o assunto agora e deixar Arkham remoendo sua ira. Isso pode fazer ele ceder um pouco e deixar cair logo sua mascára. Wayne então levanta e se despede de Arkham. O doutor se despede calado e claramente contrariado com o resultado da reunião. Mas antes de sair diz algo que acrescenta elementos para a reflexão de Wayne.

-Pareço estar tendo um deja vu. O filho interferindo no meu modo de cuidar do asilo da minha família, assim como o pai já tinha feito. Sem esperar a resposta de Wayne, simplesmente se vira e sai caminhando.

A surpresa no rosto de Bruce Wayne ao ouvir Arkham é genuína.

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Perambulando pelos esgotos, Batman sabe que precisa encontrar uma saída e rápido. Seu amigo Lucious Fox está agora em poder de seqüestradores. Possivelmente o Estripador foi sincero em dizer que nada sabia do sequestro, porém parece que os crimes estão relacionados. Atraído para o metrô para uma armadilha possivelmente mortal e ficando fora do caminho para capturarem Fox. Preciso sair daqui agora, pensa Batman.

Andando pela parte desconhecida dos túneis, apenas com a luz de sua lanterna, Batman tem todos os fatores contra si. Mesmo que encontre uma das velhas portas lacradas, dificilmente conseguiria abri-la sem explosivos poderosos, algo de que não dispõe no momento. De repente ouve um ruído de água corrente. Caminha em direção ao som, que fica mais alto a cada passo. Alguns metros a sua frente encontra um túnel transversal por onde corre a água. Ele possui uma leve inclinação e Batman segue o caminho da água. Agora o barulho é maior, parece que a corrente desemboca em um grande reservatório. Mais alguns metros e ele encontra um grande sumidouro cheio de água vinda de vários canos que saem das paredes. O caminho das águas termina ali, porém o sumidouro deve ter uma saída, caso contrário já estaria cheio. Então no fundo pode haver um cano que leva ao rio de Gotham, pensa Batman, mais com esperança de estar certo, do que certeza.

O grande problema de tentar encontrar essa saída é o tempo que será necessário ficar submerso. E se houver um cano, mas for muito longo pode ser impossível chegar ao fim dele. As chances estão todas contra Batman, mas ele sabe que não há outra alternativa. Os canos que trazem a água até ali podem vir de inúmeros lugares, talvez inacessíveis e o tempo perdido para achar uma saída por eles seria enorme. O que resta é arriscar a saída por baixo. Sem refletir muito mais e sem um tubo de oxigênio para respirar embaixo d’água, Batman retira a capa para facilitar seus movimentos, a deixa ali mesmo e mergulha no grande sumidouro.

As águas não são todas provenientes de esgotos, mas mesmo assim são turvas, mesmo com a lanterna é difícil enxergar mais do que um metro e meio a frente. Batman encontra a parede do sumidouro e vai nadando e tateando ao longo dela em busca de um cano. De repente o encontra, por um momento pensa que a sorte pode não estar totalmente contra ele. O cano é largo, talvez com três metros de diâmetro, Batman usa todas as suas forças para nadar a frente. Agora já são dois minutos sem respirar. O treinamento em escapismo que fez na Hungria e as técnicas de mergulho com apnéia que aprendeu nas águas geladas da Noruega agora são mais do que úteis. Batman sempre valorizou estar preparado para tudo, mas mesmo ele não podia prever a grade que separa a saída do cano das águas do rio. Rapidamente examina as barras e percebe que mesmo estando a mais de uma centena de anos sofrendo a ação da água e com uma fina camada de ferrugem, as barras ainda continuam bem fortes e é impossível entortá-las. O espaço entre elas é muito apertado para uma pessoa passar. Preciso agir rápido, pensa Batman, já são cinco minutos prendendo a respiração. Seus pulmões ardem e lhe faltam forças. Então retira do cinto um pequeno frasco contendo ácido fluorídrico. A quantidade não é suficiente para abrir as pesadas portas dos tunéis acima, mas pode corroer as barras. O problema é que o ácido se dilui na água e pode queimar Batman. Mesmo ponderando tudo isso , não há escolha. É correr o risco ou morrer tentando. Mas Batman não pretende morrer, não hoje. Não sem antes salvar seu amigo Lucious.

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Na mansão Wayne dois velhos amigos conversam em uma ampla sala tendo ao longe no horizonte os arranha-céus de Gotham como vista. O clima pode não ser o melhor entre os dois no momento, porém Alfred continua fiel e competente como nunca.

-Percebo que a conversa com o Dr. Arkham lhe deixou mesmo impressionado mestre Bruce.

-Realmente Alfred. Vou compartilhar com você minhas impressões e quero sua opinião. Na primeira conversa que tivemos ele já me pareceu arredio, ansioso e irônico em suas respostas. Mas o que me chamou a atenção foi a preocupação que ele demonstrou quando falei que tinha investigado o asilo e a irritação ao falar de Crane. Mas a conversa de hoje talvez tenha sido mais significativa. O homem explodiu quando sugeri a contratação de Hugo Strange para trabalhar no asilo. Claro que nada disso é prova de algum crime, mas em vista todo o contexto, é algo a ser levado em consideração.

Hum…

-Ah, Alfred, esqueci de citar. O doutor me detesta, e isso ficou bem claro. O que acha?

-Bem vamos por partes. Como o senhor mesmo disse nada disso é prova de coisa alguma.

-Sim.

-Mas recapitulando, vimos o vídeo de Arkham encontrando alguém misterioso no parque Kane. Depois as declarações de que Crane, me recuso a chamá-lo de doutor, o havia procurado pedindo ajuda com seu esquema de drogas. A estranha ida de Crane para o asilo, ao invés de Blackgate, as reações que teve ao conversar com o senhor. Eu arriscaria que há sim envolvimento dele com Crane. Mas o senhor vai precisar de algo mais concreto para acusá-lo de qualquer coisa.

-Concordo Alfred, vou precisar investigar o doutor mais de perto. Mas outra coisa que me deixou muito intrigado foi a frase de despedida dele hoje. Ele disse que eu estava interferindo no seu modo de administrar o asilo, assim como meu pai já tinha feito. O que isso significa Alfred? Você conviveu muito mais com meu pai. Ao que Arkham estava se referindo?

-Bem senhor, isso é uma longa história. Está preparado?

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Batman está a bordo do Morcego e voa a toda velocidade em direção a caverna.

-Caverna, está na escuta?

-Sim senhor. O que aconteceu? Estou a horas tentando contato.

-Vou chegar em breve na caverna. Quero que você me atualize sobre tudo que souber do sequestro de Fox.

-Ok, senhor. Já reuni tudo o que saiu na imprensa. Mas talvez o tenente Gordon seja a pessoa mais indicada para lhe dar informações.

-Concordo, mas já está quase amanhecendo. Vou fazer tudo o que puder na caverna, antes de sair novamente.

-Certo. Mas o senhor pode me dizer o que aconteceu, por onde o senhor andava.

-Nadando em excrementos Alfred.

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Jonathan Arkham está de volta ao seu local de trabalho. A conversa que teve com Bruce Wayne só piorou o seu humor que já não era dos melhores. Ao chegar em sua sala recebe a visita da jovem psiquiatra Harley Quinn. Arkham a tem como uma aliada, alguém que o apoiaria as suas decisões, independente de quais fossem. Porém agora não é um momento em que ele queira conversar.

-Doutor Arkham, podemos conversar?

-Não é uma boa hora…

-Mas é importante. Vejo que o senhor anda preocupado. Desde a chegada de Crane o senhor parece abatido. A conversa que teve com Bruce Wayne também parece que não acabou bem…

-Senhorita Quinn, diz Arkham visivelmente incomodado, por acaso anda me espionando, seguindo meus passos? E posso saber o motivo?

-Eu só quero ajudar, no que for preciso.

-Não pedi por ajuda e muito menos preciso. No momento só quero ficar sozinho e a senhorita não está ajudando no meu objetivo.

Com isso Quinn muda a expressão e fica muito séria. Mas tenta não se mostrar abalada e simplesmente se vira e sai. Porém antes de fechar a porta atrás de si olha mais uma vez para Arkham, que nesse momento tem a cabeça entre as mãos. Ela fecha a porta suavemente e segue para suas tarefas, mas no seu íntimo uma chama se acendeu.

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