Capítulo 1 – Jonathan Crane

Sem Título-3

Gotham. É uma noite fria e úmida de outono. Do alto dos arranha-céus se vêem luzes e silhuetas gigantes da velha e da nova arquitetura da cidade. Mas não se vê a sujeira que há lá em baixo.

Do sistema de áudio acoplado no interior de seu capuz, Batman monitora o rádio da polícia no topo de um prédio. -Possível assalto com reféns em joalheria em andamento no Centro…o alarme silencioso disparou… Batman se dirige para lá enquanto ouve mais informações sobre o local do crime. Chegando pelos fundos do prédio da joalharia, minutos antes da polícia, percebe que os bandidos não se deram ao trabalho de cuidar a retaguarda. Entra furtivamente pela porta arrombada. Sabe que assim que a polícia chegar a situação pode complicar-se. Assaltantes atrapalhados, sem nenhum planejamento podem se tornar mais perigosos. Provavelmente não contavam com a presença do guarda noturno, que agora é seu refém. A loja é gigantesca, uma das maiores de uma região de alto padrão de Gotham. Batman avista os três assaltantes. Um deles aponta a arma para o guarda sentado e com as mãos atadas às costas. A linguagem corporal dos bandidos denuncia sua agitação, caminham de um lado para o outro e discutem. As sirenes soam ao fundo, a polícia chegou, deixando os ladrões mais agitados. A hora de agir é agora.

Um pequeno dardo com tranquilizantes atinge o pescoço do homem que aponta a arma para o guarda. Ele cai imediatamente. Com o barulho os dois se viram e encaram Batman. Ele está muito perto para eles terem tempo de atirar. Partem para o combate físico. A desvantagem é toda dos ladrões. O primeiro a se aproximar leva um chute no estômago e em seguida um golpe com o cotovelo na nuca. O próximo parte com fúria para cima de Batman e o acerta na cabeça com a coronha de uma escopeta. A reação de Batman é instantânea. Com dois rápidos movimentos desarma o bandido e o acerto no peito, lhe deixando sem ar. Nesse momento Batman é surpreendido pelo assaltante que volta com tudo para atacá-lo. Ele desfere alguns socos que Batman defende, porém a força com que é atingido desequilibra o cavaleiro das trevas. Em seguida o outro ladrão também ataca Batman. Eles não demonstram nenhum receio em atacar, mesmo sendo visivelmente menos preparados. Mas isso aparentemente não os impede de avançar com fúria. Batman geralmente pega leve com bandidos comuns, acertando golpes em locais estratégicos para deixá-los fora de combate o mais rápido possível e com poucos ferimentos. Porém desta vez seus oponentes estão se mostrando especialmente difíceis de derrotar.

Com dois focos de ataque diferente, Batman defende-se do golpe de um e aplica um no outro para ganhar tempo. Agora recebe um forte chute na lateral da coxa esquerda e caí, o outro agressor agora parte para cima utilizando um pé de cabra que foi usado pra arrombar a porta. Batman aborda outra estratégia. Solta uma bomba de fumaça, que confunde os ladrões e lhe dá tempo de levantar. Em três anos de combate ao crime em Gotham, Batman sempre teve como seu aliado o medo e a superstição dos bandidos. O medo lhes paralisava, atordoava. A superstição ajudou a criar a lenda do Homem Morcego. Esses dois bandidos não aparentavam ter medo.

Retirando um pequeno, porém poderoso air taser de seu cinto, dispara os eletrodos no pescoço de um dos assaltantes. Dessa vez ele cai e fica no chão. Agora só mais um. Como a fumaça ainda não se dispersou e deixou a visibilidade muito baixa, Batman utiliza as técnicas furtivas shinobi e se aproxima para aplicar um choque no outro bandido, derrotando seu oponente. A fumaça começa a baixar e Batman olha para os dois bandidos no chão quando percebe que o primeiro que deveria estar dormindo na verdade esta acordando. Já sem paciência e sem piedade Batman aplica um forte soco na cabeça do ladrão, que desmaia. Minutos depois em um canto escuro da joalheria, Batman conversa com seu maior aliado e único contato na polícia de Gotham, o tenente James Gordon.

-Tenho a impressão que esse assalto foi o mais mal planejado que já vi em todo meu tempo na polícia,  diz Gordon. -Eles desligaram o alarme da porta dos fundos, mas não sabiam do guarda? E do alarme silencioso? Tinha tudo para dar errado. Alguma coisa não está batendo…

-Várias coisas Gordon. Já verifiquei a ficha criminal dos três. Todos tem várias passagens pela polícia por diversos crimes. Experiência não faltava a nenhum deles, comenta Batman com sua voz soturna. E o mais estranho, não demonstraram nenhum medo ao me ver, me atacaram sem hesitar…

-Realmente isso também é estranho.

-Achei isso com eles. Batman mostra um pequeno frasco com um rosto assustador desenhado nele, similar a figura de um espantalho. Há resquícios de alguma substância dentro do recipiente, um pó de cor clara.

-Encontramos o mesmo frasco há alguns dias. Parece ser um novo tipo de droga. Nossos peritos ainda não conseguiram descobrir o que é exatamente, diz Gordon enquanto observa os policiais checando a cena do crime ali próximo.

-Vou levar essa amostra para fazer minhas análises, se você não se importa.

– Claro que não, pode… ao se virar Gordon percebe que Batman havia sumido.

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Em outra parte da cidade, no porão de um hotel obscuro está ocorrendo um inusitado encontro.

-Boa noite senhora e senhores. Quem fala é um homem de baixa estatura, vestido elegantemente, cabelo preto lambido para trás e com uma piteira no canto da boca. A sua frente uma grande mesa comprida, rodeada de pessoas. A sala é escura, como que para aumentar a aura de mistério da reunião.

-Primeiro gostaria de agradecer a presença de todos aqui. Sei que os arranjos para tal encontro não foram nada fáceis, mas por outro lado fico satisfeito que todos tem interesse no que tenho para falar. Caso alguns de vocês não se conheçam, vou começar as apresentações. Sou Oswald Cobblepot, dono de cassinos e hotéis aqui em Gotham. Tive que deixar Atlantic City devido…

-Sonegação de impostos, extorsão, suborno, chantagem, formação de quadrilha, assassinato, entre outras coisas, interrompe um homem com sorriso irônico no rosto em uma das pontas da mesa. Os olhares de todos se voltam para ele.

-Isso é o que dizem as más línguas senhor Laeton. Este é Floyd Laeton, assassino profissional, conhecido também como Pistoleiro, acrescenta Cobblepot.

-Implantou no olho direito um dispositivo que lhe proporciona visão infravermelha e uma mira telescópica direto no globo ocular. Algo bem útil no seu ramo de trabalho. O convidei para esse encontro assim que soube que tinha transferido sua base de operações para Gotham.

– Vou onde está o dinheiro, senhor Cobblepot, acrescenta o Pistoleiro.

-Além dele temos aqui, Pamela Isley, multimilionária, cientista genial e atualmente fornecedora de armas bioquímicas para o mercado negro. Uma bioterrostista que luta contra os gananciosos empresários que destruíram a reserva ecológica mantida por sua antiga empresa. Devo admitir que seu idealismo me agrada muito senhorita Isley. A moça de cabelos ruivos sorri timidamente, mas logo volta a expressão séria que mantinha. Cobblepot continua sua apresentação.

-Temos aqui também o homem conhecido apenas por Face Falsa. Mestre dos disfarces, imita vozes e é totalmente anônimo, pois ninguém conhece sua verdadeira identidade. Confesso que não foi nada fácil contatá-lo, mas creio que o esforço valeu a pena, pois suas habilidades podem ser muito úteis. Os olhares se voltam para o homem misterioso que permanece em silêncio.

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Batman está em frente ao seu computador esperando o processamento dos dados recolhidos no seu espectroscópio. Aquela droga em pó parece ter uma composição química muito complexa, pois o computador nunca demorou tanto para fazer uma análise. Quando o resultado finalmente sai, Batman começa a fazer comparações com outras drogas. As horas vão passando, e a resposta demora a vir. Seja quem for que criou aquele composto, com certeza é um gênio da química. Ele nunca viu nada tão complexo assim. Então os dados apresentam uma pequena luz no fim do túnel. Batman sai da caverna, precisa falar com Gordon.

No telhado da delegacia de polícia de Gotham um homem ruivo de óculos e bigode conversa com um espectro negro. Já são quatro da manhã, mas isso não é problema para Gordon. Ele não costuma sair muito da delegacia desde que separou-se de Barbara à um ano.

-Se eu entendi bem essa droga dá coragem para quem a usa? Pergunta Gordon ao homem de capa.

-Não. Na verdade ausência de medo não é coragem propriamente dita. O sentimento de medo ativa os níveis de cortisol no organismo, nos dando uma força extra para fugir de um perigo. Essa droga age no cérebro alterando os níveis de cortisol. Quando a pessoa deveria sentir medo ela não sente, mas tem a força aumentada. Ele usa o medo para aumentar a força. Porém em abstinência o usuário provavelmente ira sentir muita fraqueza e pavor. Não tenho dados conclusivos sobre seus danos a longo prazo, mas devem ser devastadores no organismo.

-Agora tudo faz sentido. Não encontramos essa droga com mais ninguém além de criminosos em flagrante. Ela foi feita sob medida para os bandidos “tomarem coragem” de cometer seus crimes. Ela definitivamente não é recreativa, observa o tenente.

-Você sabe do paradeiro do Dr. Jonathan Crane, Gordon?

-Bem, não foi visto em seu apartamento e nem lugar algum. Por que a pergunta?

-São apenas suposições por enquanto. Peço que me informe qualquer pista sobre ele.

O tenente concorda com um aceno de cabeça e uma expressão surpresa pela pergunta repentina.

Enquanto desce pelos fundos do prédio da delegacia por uma corda de rapel, Batman pensa na pesquisa que fez sobre Jonathan Crane antes de sair da caverna. Famoso psiquiatra e bioquímico de Gotham que trabalhou em um projeto secreto para o governo norte-americano em Washington. Foi quando um assistente de laboratório tentou vir a público com os detalhes do projeto. Tudo foi abafado pelo governo obviamente. De acordo com os boatos, o projeto consistia na criação de uma droga que suprimia o medo, seu uso seria em soldados que vão para o front de batalha. As cobaias em que a droga foi testada tiveram uma elevação na força, na resistência e no fôlego. Porém depois de um tempo sentiam muitas dores, vomitavam, entravam em uma terrível abstinência. Os militares não queriam efeitos colaterais, então ameaçaram acabar com o projeto. Quando um assistente flagrou Crane ao injetar abusivamente a droga em um soldado, o que lhe causou a morte, ameaçou trazer o fato ao público. Devido aos dilemas éticos que o uso de tal droga implicava, o governo obviamente negou a existência da pesquisa e abafou todo o caso. O soldado morto? Não tinha família e ninguém reclamou o corpo! Em seguida o doutor voltou para Gotham.  Começou a trabalhar como pesquisador na Universidade de Gotham e depois dirigiu uma pesquisa sobre medicamentos psiquiátricos. Recentemente um novo escândalo surgiu. O Dr. Crane foi acusado de usar os recursos destinados a pesquisa de “forma indevida”. A mídia não teve acesso a muitos detalhes, mas invadindo o sistema da Universidade de Gotham foi possível descobrir que o doutor tentou continuar sua pesquisa abortada pelo governo. Depois de ser novamente demitido, mas antes de ser processado, sumiu. Agora Batman sabe quem ele precisa encontrar…batman_the_dark_knight_rises_logo_by_elatik5-d56ybp3

Doutor Jonathan Crane. Bioquímico. Teve problemas com o governo e atualmente com a Universidade de Gotham. Creio que isso explica sua entrada no mundo do crime, não é doutor?

-Eu não chamaria de crime o que faço, é apenas uma forma pouco usual de pesquisar sobre os resultados de uma nova droga. O homem soturno que fala, tem um brilho nos olhos que demonstra o pequeno equilíbrio entre a sanidade e a loucura em que ele opera.

-Mas isso não vem ao caso, Sr. Cobblepot, só vim aqui pois fiquei sabendo que ouviria uma proposta de negócios vantajosa, mas até agora só fui apresentado a um bando de criminosos…os convidados se agitam em suas cadeiras, mas antes que o doutor Crane prossiga, Oswald Cobblepot intervém.

-Calma, meus ilustres convidados, muita calma. Talvez perante a lei sejamos criminosos. Todos nós, inclusive você, doutor Crane. Porém não somos um tipo comum que se esgueira pelos becos imundos de Gotham. Todos aqui tem conhecimentos e habilidades muito além dos normais. Sim, os chamei aqui para ouvirem uma proposta, que pode ser boa para todos. Os ânimos se acalmam e em seu canto Crane tem um leve sorriso sarcástico nos lábios, como se o seu objetivo fosse acalorar a reunião.

-Como sabem a três anos, continua Cobblepot, essa cidade viu a chegada de um vigilante que a imprensa chamou de Batman. Agindo à margem da lei, ele perseguiu o crime organizado e conseguiu juntar provas contra todas as famílias mafiosas de Gotham o que acabou levando-as à justiça e encerrou com suas atividades. Mesmo não sendo um agente da lei, ele combateu o crime e foi de certa forma tolerado pela polícia e os cidadãos de Gotham. Batman fez em um ano e meio o que nunca foi feito em décadas, varreu os principais criminosos da cidade para a cadeia. Depois disso houve calmaria por um tempo, mas agora a cidade vê surgir uma nova onda de cidadãos que não compactuam com o apoio ao vigilantismo e que tem suas próprias maneiras de ganhar a vida. Somos nós. Eu os reuni aqui para propor que juntemos nossas forças, nossas habilidades incomuns, nossos recursos, para enfrentar o que cedo ou tarde virá atrás de nós. O Batman.

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Ao entrar na caverna, Batman já é esperado por Alfred.

-O que a pesquisa indicou Alfred?

O mordomo que tem sido seu amigo, mordomo e principalmente um aliado, diz: – Mostrar pesquisa.

Os vários monitores que compõe o hiper computador saem do modo de espera. Nas telas vemos muitas imagens, vídeos, fotos, muitas informações e dados.  A pesquisa tinha sido requisitado por Batman no caminho de volta para a caverna.

-O que temos até agora, Alfred continua. -O doutor Jonathan Crane sumiu à três meses.  Nos últimos dois anos teve problemas com o governo e por último com a universidade da cidade. Crane foi trabalhar pela última vez em nove de junho e depois desapareceu.

Batman senta-se em frente aos monitores e  ordena ao computador: -Procurar vídeos de Jonathan Crane. Recentes primeiro.

O vídeo que surge é da avenida em frente a Universidade de Gotham. Batman diz: -Reproduzir no monitor principal. O vídeo mostra o doutor Crane atravessando a avenida em direção ao seu local de trabalho. Infelizmente nenhuma imagem pode ser obtida da parte interna da universidade. Na época de seu desaparecimento a mesma pesquisa foi feita e apresentou os mesmos resultados que agora.

-Na ocasião de seu desaparecimento Gordon comentou que Crane era conhecido por ser especialmente excêntrico, diz Batman. -Seu sumiço parece estar ligado a isso e as recentes reviravoltas profissionais que sofreu. Não que a polícia tenha desistido da sua procura, mas haviam tantos crimes que mereciam atenção em Gotham na época e hoje.

-Me lembro que você estava empenhado em levar Victor Zsasz para o Asilo Arkham, comenta Alfred.

Ao dizer a expressão Asilo Arkham o computador iniciou uma pesquisa. Batman criou um sistema de reconhecimento de voz extremamente avançado. Ele captava a conversa e identificava palavras-chave previamente configuradas como Asilo Arkham e também buscava padrões e conexões possíveis entre várias expressões. Depois que começava uma pesquisa poderia receber novos parâmetros de busca e imediatamente já acrescentava o comando na sua pesquisa. Era uma inteligencia artificial de alta tecnologia, sem igual no mundo. O sistema rastreava todos os bancos de dados armazenados no seu disco rígido de centenas de petabytes. Em dezenas de monitores partes diferente de informação iam aparecendo.  Batman diz: -Mostrar conexão.

A busca indica que o doutor Arkham faz parte de uma comissão especial formada por renomados cientistas que aprovam os projetos de pesquisa da Universidade de Gotham. Ele e a comissão autorizaram o projeto de Crane. No monitor principal aparece uma imagem do asilo e de seu diretor. Batman olha para Alfred intrigado. O mordomo comenta: -Pode ser só intuição, mas o computador costuma dar boas dicas…

-Procurar Jonathan Arkham, exclama Batman. Muitos textos e foto aparecem nos monitores. -O que poderiam ter em comum esses homônimos?

-Talvez Crane devesse ser paciente de Arkham, dispara Alfred enquanto a foto de ambos aparece no monitor principal.

-Adoro seu senso de humor amigo. Em seguida se torna pensativo por um instante e então diz: -Procurar vídeos doutor Arkham e doutor Crane. Nada encontrado. -Procurar vídeos Arkham na Universidade de Gotham. Poucos resultados, o doutor vai as reuniões da comissão uma vez por ano. -Procurar mais recente. Arkham visitando a universidade em um dia que não havia reunião. Dia dois de junho. Uma semana antes do desaparecimento de Crane.

-Seria coincidência, diz Alfred?

-Eu duvido muito amigo, e mesmo que seja, merece uma investigação maior.

-Pesquisar vídeos de doutor Arkham dia nove de junho. Surgem algumas ocorrências, nada importante, mas um vídeo chama a atenção. Nele é possível ver o doutor chegando em um carro em frente a entrada do Parque Kane.

-Veja que interessante Alfred, um homem de sobretudo preto com a gola levantada e com chapéu cumprimenta o doutor Arkham e os dois somem dentro do parque.

– O que o senhor acha que… começa Alfred.

-Veja o modo de caminhar do nosso amigo Crane e compare com o homem de chapéu negro, Batman diz tanto para Alfred como para o computador.

-É impressionante, diz Alfred. -São muitos parecidos mestre Bruce. Arkham tem que estar envolvido…

-Pode ser uma serie de coincidências ou uma evidência da ligação entre ambos, porém não posso confrontar Arkham com apenas alguma especulações. Pode piorar a situação. Seguir o trajeto reverso da droga se mostra mais favorável. Um padrão muito mais evidente se apresenta. Gênio da química, drogas do medo, possíveis motivos. Vou buscar informações para encontrar a origem da droga, ir até a fonte e acabar com o negócio.

Novamente as fotos de Arkham e Crane aparecem lado a lado no monitor.

-Nos vemos mais tarde doutor Crane?

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Asilo Arkham. O pesado portão de ferro, a arquitetura lúgubre do prédio principal e a floresta sombria que cerca todo o complexo, fazem deste lugar um recanto assustador para internos e visitantes. Aqui os criminosos avaliados com problemas psiquiátricos cumprem suas penas e recebem tratamento. O lugar é administrado pelo doutor Jonathan Arkham, trisneto do fundador.

-Com licença doutor, diz a moça loira e de aparência frágil que adentra a sala. -Trouxe os medicamentos que o senhor pediu.

-Deixe em cima da mesa, por favor, diz o homem que está de costas para a porta vislumbrando a paisagem da janela de seu escritório.

-O senhor vai precisar de alguma ajuda?

-Não, senhorita Quinn, isso é tudo. Muito obrigado. A jovem concorda com um aceno de cabeça quase imperceptível e sai um tanto decepcionada. Jonathan Arkham sabe que pode confiar na psiquiatra, pois ela tem a dose certa de ambição que combina tão bem com sua personalidade. Mas ainda não é hora dele compartilhar suas atividades.

O doutor sai de seu escritório levando consigo uma serie de medicamentos e seringas em uma bandeja e ruma para o subsolo do asilo, o lugar conhecido como cofre, onde ficam os criminosos insanos mais perigosos. Lá chegando passa por uma porta de grades protegida por um guarda, entra em um corredor mal iluminado e caminha até uma cela. Encontra um homem de aparência desgrenhada, magro e com olheiras profundas. O homem lentamente ergue a cabeça e volta seu olhar para a janela da porta de sua cela. Seu grito de desespero não pode ser ouvido por mais ninguém.

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