Capítulo 3 – Jonathan Arkham

-Uma luz na escuridão é o que procuro Alfred, Bruce Wayne responde ao seu mordomo, enquanto uma foto do arquivo da polícia abre em uma das telas do computador instalado na caverna.

-Alfonso Soto, já foi guarda-costas de membros das famílias mafiosas de Gotham. Alguns crimes na sua ficha, mas nada grave. Não foi visto desde a queda da máfia, lê Alfred em voz alta.

-Ele fugiu com Crane. Acredito que se Crane precisasse de suprimentos após a fuga quem iria se encarregar disso seria Soto. Porém se ele tinha um plano de fuga elaborado esse palpite pode não dar em nada. Já programei o computador para o reconhecimento facial de Soto. O mesmo para Crane, mas duvido que ele vá se expor no momento, afinal o mundo inteiro viu seu rosto no noticiário. Se a imagem deles for capturada pelas câmeras da cidade o computador os reconhecerá e enviará um alerta para seu celular Alfred. Enquanto isso vou vasculhar a cidade em busca de informações. O olhar de Alfred o acompanha como o de um pai vendo o filho ir para a guerra.

-Boa sorte mestre Bruce.

Minutos depois Batman sobrevoa Gotham no Morcego. Em breve ele vai pousar nos recanto mais imundos da cidade para interrogar qualquer membro da classe criminosa que possa encontrar. Os últimos dias não foram bons e quem não for cooperativo com suas buscas provavelmente não terá uma experiência muito agradável ao se ver de frente com o homem morcego.

Quarenta e oito horas se passam. As técnicas de interrogatório de Batman tendem a ser tão agressivas quanto eficientes, mas apesar da dor infligida aos criminosos eles não ofereceram nenhuma informação útil. Agora Batman está no topo de um prédio enquanto remoí seu insucesso internamente. De repente a voz de Alfred soa pelo comunicador.

-Senhor, o sistema localizou Soto. Ele foi visto saindo de um dos hotéis de Oswald Cobblepot alguns minutos atrás. O computador rastreou sua rota através das imagens e ele foi visto pela ultima vez indo para o norte na estrada em direção a academia Brentwood.

-Ok, obrigado Alfred. Estou me dirigindo para lá.

Batman agora tem muito o que pensar. Soto saindo do hotel de Cobblepot parece concentrar todas as pontas soltas: o laboratório equipado de Crane, os capangas que trabalhavam com ele, as conexões com o submundo, tudo isso podia ser provido por Cobblepot. Apesar de não haver nenhum crime relacionado a ele, Batman sente que é uma questão de tempo para que o velho criminoso de Atlantic City mostre sua verdadeira face. Batman planeja fazer uma visita pouco amigável a Cobblepot. Mas em breve, agora o importante é encontrar Soto. A região norte de Gotham nas proximidades da academia Brentwood é uma área com várias florestas. Lá também existem velhas residências abandonadas, casas decrépitas que foram deixadas para apodrecer pelos antigos donos. Pessoas que foram ricas mas perderam tudo por diversos motivos. É um bom local para um esconderijo. Batman voa em direção a escuridão que cobre o norte, cheio de esperança e raiva.

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Quarenta e oito horas antes. Oswald Cobblepot inicia uma vídeo chamada com o empresário P. Aigner. Suas conversas já se tornaram habituais, mas Cobblepot sempre tem uma sensação estranha ao conversar com Aigner. Talvez seja seu sotaque, seu jeito auto confiante, ou algo mais. Uma certa desconfiança sempre passará pela cabeça de Cobblepot. É de sua natureza. Mas agora terá que tratar de negócios, portanto a expressão neutra, porém determinada, é a melhor a adotar.

-Senhor Cobblepot tenho boas notícias. Aigner sempre vai direto ao assunto, sem perder tempo com saudações. Isso é bom, pensa Cobblepot. Aigner continua:

– Já estão a caminho de Gotham dois mercenários bem treinados e extremamente perigosos. Drakken é um especialista em armas de fogo e o homem conhecido como Estripador. Como é de se esperar ele prefere armas brancas, algo que pode ser bem útil em um combate corpo-a-corpo.

-Creio que sim. Vou lhe passar o número do Senhor Laeton, ele vai receber os homens e providenciar tudo que eles precisam. Em breve o morcego terá problemas e eu soluções.

Ótimo. E quanto a Crane? Algum progresso?

-Sim. No momento ele está abrigado em uma propriedade minha e com um dos meus homens. Ele fará uma proposta definitiva para Crane. Acredito que em sua atual situação o doutor não poderá negá-la. Dentro de algumas horas saberemos.

-Aguardo seu contato senhor Cobblepot. Passar bem.

A vídeo chamada se encerra sem Cobblepot se despedir. Agora ele aguarda ansioso que sua proposta seja aceita. Se isso não der certo Cobblepot terá que colocar outras medidas em ação em breve. As próximas horas serão decisivas.

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A região norte de Gotham é repleta de áreas verdes, portanto à noite é muito escuro. Além da academia Brentwood não se vê nada do alto. Batman vasculha a região por uma hora e até agora nem um pista do paradeiro de Crane. Batman está usando o recurso de visão noturna na câmera que fica do lado de fora do Morcego. Ele já passou pelas velhas propriedades abandonadas pelo lado leste e agora volta pelo lado oeste, quando finalmente surge uma pista. Um pequeno ponto de luz brilha fraco, bruxuleante em meio a total escuridão. Batman manobra o Morcego para pousar próximo ao ponto de luz e se aproxima furtivamente por entre uma vegetação alta que circunda a casa até chegar próximo a uma janela que está mal bloqueada por tábuas velhas pregadas ali a muito tempo. Ele enxerga algumas velas que iluminam o cômodo de onde sai um leve som de conversa. Batman então retira do seu cinto um dispositivo para ouvir o que se passa lá dentro. Dois homens conversam. Um deles diz:

– É sua última chance Crane…você não tem mais nada a perder, só vai ganhar se unindo a nós.

-Soto achei que podia confiar em você, suas referências diziam que era extremamente fiel ao seu contratante. Agora essa traição… porque? Você estava do lado deles o tempo todo?

A conversa prossegue, com Soto tentando convencer Crane de que se juntar a “eles” é a melhor opção. Mas quem seriam “eles”? A conversa não revela. Uma resposta seria bem vinda, porém Batman precisa capturar Crane agora enquanto ele esta distraído com Soto. Circunda a casa a procura de um ponto melhor para entrar e surpreender os dois. É hora de agir.

Batman surge em um canto escuro da casa, e atinge de Soto com um forte soco em seu rosto. Ao ser atingido o capanga caí sobre um móvel e derruba um candelabro com as velas que iluminavam o ambiente. As velas começam a queimar a madeira das paredes. Soto já está fora de combate. Agora é vez de Crane. Batman começa a atravessar a sala rapidamente, mas antes de se aproximar do doutor é atingido pelo gás de uma bomba que Crane guardava no bolso. A fumaça toma conta do local. Batman ouve a voz de Crane, mas não o enxerga.

Então Batman, que tal experimentar pela primeira vez a nova versão do Espantalho? Já está sentindo o efeito? Está com medo não é? Um medo terrível de algo que você esconde até de si mesmo. Um medo paralisante, sufocante, um medo como você nunca sentiu antes.

Batman se debate em meio a fumaça, tossindo. A droga é muito forte, ao menor contato com a mucosa nasal seus efeitos já foram sentidos. Batman é invadido pela sensação opressiva de um medo terrível. Crane está certo, ele nunca sentiu nada assim, porém poderia ser pior. O treinamento e a experiência lhe ajudam a controlar o medo. Mas se não tivesse se imunizado antes de entrar na casa, provavelmente estaria paralisado pelo pânico. Não é o mesmo antídoto que Crane deve usar em si mesmo, mas minimiza bastante os efeitos da droga. Crane é realmente um gênio da bioquímica, e suas drogas são extremamente perigosas.

Batman sente uma sensação além do medo, uma lembrança que vive rondando sua mente, que agora volta fortalecida pelo Espantalho. A morte de seus pais lhe deixou apavorado. Vê-los caídos, cobertos de sangue em um beco imundo, isso nunca saiu de sua cabeça. O medo que sentiu naquele dia, a sensação de impotência… Não posso deixar esse medo me dominar, pensa ele. Batman concentra sua mente em outro sentimento que tomou seu corpo no dia em que ficou órfão, raiva.  Raiva do assassino, mas também uma raiva de si mesmo, por não ter podido fazer nada para salvar seus pais. Essa raiva lhe impulsiona e lhe da força de vontade para agir e nunca mais ser um espectador passivo do crime e da violência. Essa força de vontade e seu preparo fazem Batman ser quem é: um perigo para os criminosos de Gotham. E agora um perigo extremo para…

-Crane, berra Batman, chegou a sua hora. Você não escapará dessa vez.

Crane achou que sua droga incapacitaria o morcego, mas ele estava errado e agora ao ouvir seu nome não sabe como agir. A fumaça agora está mais densa, pois as paredes da velha casa de madeira estão em chamas. Começa a tossir ao inalar a fumaça do incêndio e isso denuncia sua posição. Batman surge como um espectro e aplica dois golpes em Crane que cai imediatamente. Batman salta sobre ele para imobilizá-lo.

-Isso não é possível, essa dose de Espantalho é mais do que suficiente para uma pessoa normal ficar prostrada por horas…

E quem disse que eu sou uma pessoa normal Crane? A voz de Batman soa áspera como vidro sendo triturado.

Quem sente medo agora é Crane.

Alguns minutos depois Batman esta do lado de fora com Crane desmaiado e amarrado. Agora a casa desaba em chamas, os pertences de Crane estavam lá dentro, mas Batman não se preocupa com isso. Seu objetivo foi alcançado e Crane irá pagar pelos crimes que cometeu.

Vinte e quatro horas depois Bruce Wayne e Alfred Pennyworth estão vendo o noticiário noturno um tanto perplexos. O ancora do telejornal diz:

-O doutor Jonathan Crane parece mesmo que não irá para a prisão Blackgate. Apesar de não declarar qual será sua decisão, fontes informam que o juiz Robinson está inclinado a seguir o conselho do doutor Arkham e enviá-lo para o asilo. Lá receberia tratamento para sua condição de insanidade. Os rumores chocaram a opinião pública já que recentemente Batman desmantelou um laboratório de drogas mantido pelo doutor Crane. Em entrevista coletiva, o Comissário Loeb disse não entender como um homem lúcido e que tinha um esquema onde as drogas eram fabricadas por ele mesmo, pode ser considerado insano e digno de tratamento. O destino de Jonathan Crane será decidido amanhã ao meio-dia.

Bruce desliga a televisão e baixa a cabeça pensativo. Alfred apenas fica em silêncio.

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Doze horas antes Cobblepot acaba de saber de notícias da prisão de Crane. Face Falsa veio lhe informar, agora já sem o disfarce de Soto. Uma insatisfação cresce em seu interior pois sabe das implicações dessa prisão. É hora de falar com Aigner, algo que lhe causa cada vez mais desprazer. Pensa se foi uma boa idéia participar do plano desse tal cliente misterioso de Aigner. Sua secretária já providenciou a vídeo chamada e Cobblepot aguarda, enquanto fuma sua piteira. Não sabe como Aigner vai reagir ao saber que além de não conseguir que Crane junte-se a eles, foi capturado pelo morcego. Mas também não se importa muito. Esse plano mirabolante que aceitou fazer parte parecia bom, mas agora a logística toda se complica mais ainda.

Então na tela de seu computador aparece a ligação de Aigner. Cobblepot explica rapidamente o que se passou na noite anterior.

Aigner com uma expressão muito séria responde: – Desapontador, realmente muito desapontador…eu e meu cliente tinhamos confiança total na sua capacidade de lidar com essa demanda, mas parece que estávamos enganados.

Cobblepot se prepara para responder, mas é interrompido. – Isso atrapalha bastante nosso cronograma, porém não inviabiliza o plano inicial. Vamos manter a parceria. Porém o problema do Batman é todo com você, já enviamos reforços e não vamos mais nos envolver nisso. Espero que dessa vez o senhor tenha sucesso. Até mais.

A enxurrada de frases de Aigner deixaram Cobblepot sem reação. Ninguém nunca teve a audácia de falar assim com ele antes. Claro que a distância entre os dois encoraja o homem a falar desta forma, pensa ele. Apesar de extremamente injuriado Cobblepot mantem a expressão inabalável. Esse plano em conjunto apesar de parecer difícil de executar pode trazer muitas vantagens, além de ter um falso véu de legalidade sobre ele. Então o jogo prossegue.

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-Alfred eu preciso fazer alguma coisa. Crane deveria estar em Blackgate aguardando julgamento.

-Tudo isso é muito estranho patrão Bruce. Primeiro vemos Crane e Arkham conversando, depois Arkham dando aquela entrevista e agora Crane sendo enviado para o asilo…

No mínimo suspeito Alfred. Se o doutor Arkham tem algum envolvimento com as atividades de Crane aquela entrevista foi apenas um belo álibi. E se minhas suspeitas estão corretas ainda temos o envolvimento de Oswald Cobblepot.

-Apesar de que isso não passa de especulação senhor.

– Sim Alfred, mas uma pequena visita a Cobblepot pode me fornecer as informações que preciso. A conversa de Crane com Soto foi muito suspeita também, mas infelizmente não pude interrogá-los. A relação de Batman com o tenente Gordon já está muito delicada para pedir um interrogatório com Crane. De uma coisa eu sei, irei conseguir minhas resposta Alfred, de alguma forma.

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Um veículo do departamento de justiça da cidade de Gotham deixa uma estrada principal e ruma para uma pequena via rumo ao Asilo Arkham. No horizonte cresce lentamente a lúgubre construção do século XIX. Cercado por enormes grades e por fora por uma densa floresta, a instituição para criminosos mentalmente perturbados é por si só motivo para enlouquecer. Crane nunca tinha estado aqui antes e no momento era o último lugar que gostaria de estar. Porém a prisão Blackgate poderia ser bem pior. Mas ele não deixa de ficar apreensivo com sua chegada em um lugar repleto de perturbados. O que o espera? O que acontecerá? Um sentimento que para Crane são apenas estímulos químicos do cérebro e objeto de estudo, agora tomam conta de sua mente: medo.

Após entrar no asilo, receber suas roupas de interno e passar por alguns processos burocráticos, Crane é enviado para uma cela. Não é acolchoada como ele previa, mas não deixa de ser menos intimidadora. O asilo é bem iluminado, porém a grande quantidade de ângulos que sua arquitetura possuí proporcionam muitas sombras, por todos os cantos, deixando o lugar com um ar assustador e opressivo.  Crane agora só tem as paredes de sua cela para observar e o tempo passa devagar. Após algumas horas um carcereiro vem lhe tirar da cela e o leva para outra ala do asilo. Ninguém lhe diz nada. Crane percebe que está na parte administrativa do prédio. É encaminhado para um ampla e confortável sala. Lhe colocam sentado em frente a uma grande mesa de madeira. Não há mas ninguém na sala, até que por outra porta entra um rosto familiar.

-Seja bem-vindo ao asilo Arkham doutor Crane.

-Me desculpe se não pareço feliz com a recepção doutor Arkham.

-Eu mesmo recomendei sua presença aqui. Você deveria estar na penitenciária do condado, afinal foi preso por tráfico…

-Eu sou apenas um fabricante, experimentando novas fórmulas em cobaias humanas, diz Crane com um sorriso sarcástico, mas no fundo ele realmente acredita que não fez nada errado. -Mas porque recomendar minha vinda para cá?

-Bem o senhor deve lembrar quando fui ao seu encontro em busca de auxílio. Mas você me disse que estava trabalhando em uma pesquisa e não tinha interesse. Você me negou sua ajuda, mas mesmo assim eu não lhe nego a minha. Sou um dos participantes do conselho da universidade de Gotham que votou por sua contratação. Sei de sua genialidade e como isso pode trazer alguma carga de excentricidade. Mas quando fui procurá-lo na universidade você já estava planejando entrar no submundo, algo com que eu não poderia compactuar.

-E foi por isso que você foi a público despejar aquele monte de mentiras? Para conseguir um álibi?

-Em parte sim doutor. Falei que havia sido procurado por você e que assim fiquei sabendo de seu interesse em fabricar drogas, mas atribuí isso a um desequilíbrio mental temporário causado por situações de estresse que você vinha passando. Serviu como um álibi para desconectar qualquer possível desconfiança sobre minha ligação com o senhor. Porém também serviu para que você fosse enviado para cá.

-Me intriga como o juiz Robinson acatou sua sugestão.

-Cobrei dele alguns favores. Já precisei agir para abafar uma situação desagradável, digamos assim,  envolvendo sua esposa. Mas isso não vem ao caso. O que importa que agora você está aqui e ninguém desconfiará se sentarmos juntos para conversar.

-E o que eu teria para conversar com você?

-Eu quero sua participação em um grande projeto que venho desenvolvendo a muito tempo. Seu conhecimento em bioquímica e sua experiência com o cérebro humano seriam essenciais no avanço de meu trabalho, mas por ganância e interesses pessoais você negou.

-Eu não gosto de trabalho em grupo, sempre me deparo com pessoas com muita moral e pouco intelecto. Não quero que nada fique no meu caminho e das minhas descobertas.

-Parece que o Batman não concorda não é?

-Obviamente tive problemas com ele, apesar de toda a ajuda que recebi…

-Por falar nisso, quem o ajudava, onde você conseguiu os recursos? As notícias deixaram bem claro que o equipamento que você usava custa centenas de milhares de dólares. Onde conseguiu esse dinheiro? E aqueles capangas? O que morreu enfrentando o Batman é extremamente perigoso, trabalhava para a máfia.

-Estou sendo interrogado agora? A polícia fez as mesmas perguntas.

-A diferença é que agora não há necessidade de mentir, você está na presença de um amigo.

Crane ri, faz uma pausa e responde com um tom sério. -Eu não menti antes e nem vou mentir agora. Eu não sei quem me ajudou. Fui contatado anonimamente, e depois chegaram os capangas e fui levado até um local onde seria o laboratório. Pedia os equipamentos e logo era atendido. Até os contatos com o distribuidor das drogas já estava estabelecido, só precisei fazer a minha parte. Esse patrocinador permaneceu anônimo. Nos falávamos por vídeo chamada eventualmente, mas ele nunca revelou seu rosto.

-Mas porque ele fazia isso, qual seu interesse? Que vantagem ele obtinha…

-Eu não sei e também não me interessa. Ele foi um meio e eu não o questionei. Eu até simpatizei com ele, afinal é o tipo de pessoa que não permite que as amarras morais que a sociedade impõe seja empecilho para alcançar seus objetivos.

-Mas enfim, agora você está preso doutor. Enquanto seu patrocinador misterioso está lá fora. Você não vai mais poder avançar na sua pesquisa.

Crane responde apenas com uma expressão facial que demonstra toda sua insatisfação.

-Claro que se agora você quiser ouvir minha proposta, terei prazer em lhe explicar porque queria tanto que você viesse para cá.

Antes de Crane responder o telefone toca. O doutor Arkham pede licença e atende. Sua secretária fala o assunto, mas a como ele parece não acreditar repete a informação em voz alta em forma de pergunta: -Como é, Bruce Wayne quer falar comigo?

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